Curta um curta-metragem: Out of Sight

 

Sempre gostei de curta-metragem, e este, em especial, me deixou fascinada. Não só por ter, em parte, o objetivo de conscientizar e chamar a atenção daqueles que o assistiram para os problemas e desafios que as pessoas deficientes passam (a garotinha não enxerga), mas por ser tocante e sensível a ponto de nos fazer se encantar por sua linda personagem. Enfrentando obstáculos que parecem ser maiores do que ela, a pequena não desiste, e mesmo com receios e medo, teve coragem. Usando sua imaginação, cria um novo mundo. O mundo como ela o vê.

Sinopse: Esta animação mostra como uma menininha acaba saindo de um caminho conhecido quando seu cãozinho foge e começa uma aventura mágica. Com um visual doce, a história se desenrola imersa na fantasia da protagonista que vai nos mostrando seu mundo.detox dietas

 


*A animação é uma produção de conclusão de curso de Ya-ting Yu, com participação de Yeh-hsuan e Chung Lingna, colegas da National Taiwan University of Arts.detox dietas Contando a história de uma garotinha, que por causa da deficiência visual cria um mundo de uma forma totalmente diferente da real, o sensível projeto carrega emoção e simplicidade em seu enredo. Bem lúdico, através dele somos convidados a nos aventurar em um mundo de transformações gentis, melodia e tons suaves que inspiram leveza.

 

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Non ti scordar di me!…

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(…)
“Não te esqueças de mim!” 

O  Romance de José de Alencar, Cinco Minutos, é uma história que desde o seu início prende a atenção do leitor. Um jovem, ao acaso, sentado tranquilamente num ônibus é surpreendido com o toque e o murmurar de uma moça desconhecida. O que não fora, apenas, um murmuro, mas uma frase dita doce e nostalgicamente:  “Non ti scordar di me”.
É assim que se dá o desfecho do livro, o jovem narrando algo que lhe aconteceu de mais inusitado em seu atraso de cinco minutos para pegar o ônibus – eis o porquê do nome do livro. Pois, se não houvesse o atraso, nada teria ocorrido.

Sinopse: No ônibus, ele tocou sem querer a mão de sua vizinha. E a surpresa: não houve resistência ao seu gesto. Do rosto oculto por um véu, nada se conseguia ver. Quem seria aquela misteriosa mulher? Depois do encontro, ainda ressoavam em sua memória as últimas palavras da moça: “Não te esqueças de mim”.
Até que um dia, num baile…

 

Então, essa é a nossa dica de livro para o fim de semana. Um livro que possui, infelizmente, poucas páginas, mas que não deixa a desejar em momento nenhum. Pode parecer clichê para algumas pessoas, mas pedimos que entendam todo o contexto histórico em que foi escrito por José de Alencar, ou seja, faz parte do movimento literário do Romantismo.

 

 

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Poesia do dia: Drummond

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As plantas sofrem como nós sofremos. 
Por que não sofreriam 
se esta é a chave da unidade do mundo? 
A flor sofre, tocada 
por mão inconsciente. 
Há uma queixa abafada 
em sua docilidade. 
A pedra é sofrimento 
paralítico, eterno. 
Não temos nós, animais, 
sequer o privilégio de sofrer.

Poesia Unidade, de Carlos Drummond.

Galerias Flickr

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Alguns dias atrás, a Laís publicou uma playlist linda para o mês de Abril! Nós selecionamos vinte músicas que muito nos agrada. E hoje, o assunto é sobre algo que tanto eu, como ela, amamos: a fotografia. Por isso, nesse post, iremos mostrar para vocês quais são as nossas galerias preferidas no Flickr.

 
Escolhidas por mim:

 

♥  Angelo Bonini

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♥  Tina Sosna

3a

 

♥   Nishe

23

 

Escolhidas pela Laís:

♥  Caterina

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♥  Sophie Fontaine

54

♥  Stefany Alves

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Playlist de Abril

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Olá, pessoas! Lary e eu preparamos uma playlist bem calma para o mês de Abril. Colocamos músicas que nós gostamos e apreciamos muito e, é claro, não poderia faltar música francesa, não é? Esperamos que vocês gostem!

Escolhidas por mim:
♥ 1
♥ 2
♥ 3
♥ 4
♥ 5
♥ 6
7
8
9
10

Escolhidas pela Lary:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

 

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Elena

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Quando perdemos um ente querido e estamos maduros, tal perda nos causa um imenso vazio que algumas vezes não pode ser preenchido. Imagine quando perdemos alguém que amamos ainda quando crianças? E se a morte for causada por um desespero tão profundo que levou tal pessoa a cometer suicídio? É certo que sabemos que cada indivíduo lida com essa situação de uma forma diferente. Muitas vezes buscam uma crença religiosa como uma forma de reconforto. Mas esse não é o caso de Petra Costa. O documentário da mesma não tem como interesse abordar as práticas religiosas, uma vez que Petra não acreditava em Deus na infância.

A produção do documentário foi elaborada a partir dos arquivos que Petra guardou, como por exemplo diários e gravações de voz da própria Elena, irmã de Petra Costa que suicidou-se em 1990 no auge da depressão. A mãe de ambas se encontra presente no filme. Para isso, a irmã de Elena ora observa ora se faz de narradora.

O trecho abaixo fora extraído do site Cinema Detalhado:

Relatado com afeto através da suave e doce voz de Petra Costa, Elena não é somente um documento pessoal, um exercício de acerto de contas. Mesmo a trama abordando problemáticas pessoais de sua corajosa realizadora, o virtuoso apanhado demonstra propriedade para transcender suas limitações quanto conteúdo fechado e se tornar de caráter universal. É quando o filme cresce, se apropria da nossa memória afetiva. A dor e tristeza compartilhada encontra fácil identificação. Anseios, mágoas e pesares são palpáveis. O regozijo se faz necessário. E aos poucos ele vai surgindo, embalado por imagens encantadoras, como o inspirador balé aquático – “A dor vira água”, afirma Petra Costa. Essa emoção que flui naturalmente, ressoa com força no público. E da forma mais sincera possível. Ao ponto de uma simples câmera simulando os movimentos da lua – “Tó dançando com a lua”, diz Elena – ser suficiente para extrair sentimentos adormecidos e nos remeter as coisas simples que realmente fazem diferença na nossa existência.

Trailer do filme aqui.

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Almas perfumadas

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Um texto de Ana Cláudia Saldanha Jácomo

 

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.